quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

TEXTOS DE APOIO IV - ADI´s

TUDO O QUE EU REALMENTE PRECISAVA SABER, EU APRENDI NO JARDIM DA INFÂNCIA.


(Robert Fulghum – tradução livre de Ernesto H. Simon)


A maior parte do que eu realmente precisava saber sobre como viver e o que fazer e como ser, eu aprendi no Jardim de Infância. Na verdade a Sabedoria não está lá, no alto do Morro da Faculdade, mas sim bem ali, na caixa de areia da escolinha.
As coisas que aprendi foram estas: reparta as coisas. Jogue limpo. Não bata nos outros. Ponha as coisas de volta onde as encontrou. Limpe a bagunça que você fez. Não pegue coisas que não são suas. Diga que você sente muito, quando machucou alguém. Lave as mãos antes de comer. Puxe a descarga. Biscoitos e leite quentinho fazem bem. Viva uma vida equilibrada. Aprenda um pouco e pense um pouco e desenhe e pinte e cante e dance e brinque e trabalhe um pouco... todos os dias.
Tire um cochilo todas as tardes. Quando você sair por aí, preste atenção no trânsito e caminhe, de mãos dadas, junto com os outros.
Observe os milagres que acontecem ao seu redor. Lembre – se do feijãozinho no algodão molhado, no copinho plástico. As raízes crescem para baixo e a plantinha para cima e ninguém realmente sabe como e porque, mas todos nós somos assim. Peixinhos dourados e porquinhos da Índia e ratinhos brancos e mesmo o feijãozinho no copinho plástico – todos morrem. Nós também.
E lembre do livrinho de Joãozinho e Maria e a primeira palavra que você aprendeu, sem perceber. A maior palavra de todas: OLHE !!! Tudo que você precisa mesmo saber está aí, em algum lugar. As regras básicas do convívio humano, o amor, os princípios de higiene. Ecologia, política e saúde.
Pense como o mundo seria melhor se todos – todo mundo – na hora do lanche tomasse um copo de leite com biscoitos e depois pegasse o seu cobertozinho e tirasse uma soneca. Ou se tivéssemos uma regra básica, na nossa nação e em todas as nações, de por as coisas de volta nos lugares onde as encontramos e de limpar a nossa própria bagunça. E será sempre verdade, não importa quantos anos você tenha, se você sair por aí, pelo mundo afora, o melhor mesmo é poder dar as mãos aos outros, e caminhar sempre juntos.

Equipe de formação/ 2011

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