quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ORIENTAÇÃO TÉCNICA - EJA - AVALIAÇÃO DOS PAD´s

Data - 15/02/2011
Grupo- Coordenadores de EJA
Coordenação Geral - Glória Parrillo


Objetivo - Sistematizar a avaliação para aplicação do PAD - EJA, discutindo a importância da avaliação como um dos instrumentos para reorganizar o planejamento.


Trabalho em Grupo-Analisar e elaborar as avaliações do PAD em grupo por disciplinas


Análise e elaboração do PAD- EJA 

EMEF Maria José Buscarini, EMEF Maria Alice, EMEF Machado de Assis, EMEF Antônio Fenólio, EMEF Dalva Barbosa, EMEF Ayrton Senna, EMEF Heitor Villa Lobos, EMEF Terezinha Volpato






quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

TEXTOS DE APOIO VI - ADI´s

BRINCAR


Saber “de onde vim” e o “que vou ser quando crescer” são questões sempre presentes durante toda a infância. A capacidade de brincar abre para a criança um espaço de decifração dos “enigmas” que a rodeiam. A brincadeira é para ela, um espaço de investigação e construção de conhecimentos sobre si mesma e sobre o mundo.
Brincar é uma realidade cotidiana na vida das crianças, e para que elas brinquem é suficiente que não sejam impedidas de exercitar sua imaginação. A imaginação é um instrumento que permite às crianças relacionar seus interesses e suas necessidades com a realidade de um mundo que pouco conhecem, é o meio que possuem para interagir com o universo dos adultos, universo que já existia quando elas nasceram e que só aos poucos elas poderão compreender. A brincadeira expressa a forma como uma criança reflete, ordena, desorganiza, destrói e reconstrói o mundo a sua maneira. É também um espaço onde a criança pode expressar, desejos, medos, sentimentos agressivos e os conhecimentos que vai construindo a partir das experiências que vive.
As crianças sempre brincam. Desde as épocas mais antigas procuram decifrar o mundo através de adivinhas, bonecos, jogos de esconder, pega - pega, jogos com bolas, jogos de construir e demolir construções, os de rolar aros, arcos e rodas, pular obstáculos e cordas, faz de conta, aqueles que reproduzem situações de trabalho realizado por adultos, amarelinhas, as cirandas e a cabra-cega, esta é mencionada como um jogo que é apreciado por crianças e adultos já há 600 anos.
Brincar parece ter sido sempre, de fato, a atividade principal da criança. Nos murais, desenhos, esculturas e pinturas onde as diferentes gerações deixaram registrados aspectos variados da vida cotidiana, podemos observar a presença dos jogos, das brincadeiras e dos brinquedos como elementos que caracterizam os indivíduos representados, demonstrando sua condição de criança.
 “Através de uma brincadeira de criança, podemos compreender como ela vê e constrói o mundo – o que ela gostaria que ele fosse, quais as suas preocupações e que problemas a estão assediando. Pela brincadeira, ela expressa o que teria dificuldade em colocar em palavras. Nenhuma criança brinca espontaneamente só para passar o tempo, sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas, ansiedades. O que está acontecendo com a mente da criança  determina suas atividades lúdicas, brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não entendermos.” Bruno Bettelheim.
Desde o momento em que nascem e à medida que crescem, as crianças se esforçam para agir e se relacionar com o ambiente físico e social que as rodeia – um mundo de objetos, relações e sentimentos que, pouco a pouco, vai se ampliando e que elas procuram todo o tempo compreender. Nesse esforço, constroem conhecimentos sobre a realidade e podem ir se percebendo como indivíduos únicos entre outros indivíduos. Em cada momento desse processo de conhecimento, as crianças se utilizam de instrumentos diferentes e sempre adequados a suas condições de pensamento. Por volta dos dois anos, com o desenvolvimento da capacidade simbólica do pensamento, o jogo simbólico, atividade conhecida como jogo de faz de conta, passa a ser a principal atividade da criança, ao lado do desenho, da imitação, da imagem mental e da aquisição sistemática da linguagem formam o conjunto de atividades que caracterizam o período de desenvolvimento que Piaget chamou de pré-operatório ou simbólico. Quando está brincando, a criança cria situações imaginarias em que se comporta, agindo como os adultos e seu conhecimento de mundo se amplia.
O que motiva a brincadeira não é o resultado das ações, isto é, transportar-se para um outro lugar, mas sim o próprio processo da atividade as necessidades que satisfazem são de conhecimento do mundo em que os homens agem e no qual ela precisa aprender a viver. A criança busca aprender, agindo “como se fosse”.  A criança sabe que a vassoura continua sendo uma vassoura, enquanto brinca de montar a cavalo, mas no jogo, embora conserve seu significado, a vassoura adquire um sentido diverso, um sentido lúdico. Quando uma criança brinca de médico, de casinha, geralmente reproduz formas de agir de pessoas com as quais convive, além de construir o espaço para brincadeira ela experimenta diferentes papeis sociais a partir da observação do mundo dos adultos.
A brincadeira é, desta forma, um espaço de aprendizagem onde a criança age além de seu comportamento cotidiano e do das  crianças de sua idade, embora aparente fazer apenas o que gosta, ela quando brinca aprende as regras das situações que reconstrói. Essa capacidade de sujeição às regras, imposta pela situação imaginada é uma das fontes de prazer no brinquedo.
É na atividade lúdica que a criança também pode conviver com os diferentes sentimentos que fazem parte da sua realidade interior.
As brincadeiras permitem à criança realizar ações concretas, reais, relacionadas com sentimentos que, de outro modo, ficariam guardados. Enquanto brinca, lida com a sua sexualidade e com impulsos agressivos que estão presentes em seu mundo interno. Assim, brincando, a criança vai, pouco a pouco, organizando suas relações emocionais, isso vai dando a ela condições para desenvolver relações sociais, aprendendo a se conhecer melhor e a conhecer e aceitar a existência dos outros.
A maneira de brincar das crianças evolui à medida que elas crescem. Isso fica evidente quando observamos crianças de idades diferentes brincando juntas. Em cada estagio de desenvolvimento do pensamento, os jogos infantis têm características especificas. A atividade lúdica de uma criança difere de acordo com a idade. A medida que as crianças crescem, suas condições de pensamento se desenvolvem e intensifica-se também seu processo de socialização. Os jogos como o faz de conta abrem espaço, progressivamente, para jogos de regras. Estes jogos pressupõem relações sociais ou interindividuais com a cooperação entre os jogadores – a regra é uma regularidade imposta pelo grupo. O jogo de regras é, por isso, considerado a atividade lúdica do ser socializado.
Os jogos como de esconder, cabra-cega, lenço atrás, queimada, tem regras explicitas e desenvolve um papel que se integra com outros, para que a ação se desenvolva, as crianças devem se subordinar a regras que regem as funções de cada participante.
A ocorrência dos jogos que envolvem relações sociais (jogo simbólico) é condição  fundamental para o surgimento dos jogos de regras, que serão a atividade lúdica por excelência das crianças a partir dos 6 e 7 anos.
A atividade lúdica infantil inclui, ainda brincadeiras que não supõe qualquer técnica particular, são simples exercícios onde não intervem símbolos ou regras. Esse tipo de brincadeira, chamada por Piaget jogo de exercício, tanto pode ocorrer envolvendo apenas a repetição de ações físicas, como pular corda, rolar pneu, rodar bambolê, como envolvendo ações mentais, isto é, o pensamento, como acontece nos jogos de combinações de palavras ou quando a criança se diverte em fazer perguntas ou inventar uma história, só pelo prazer de perguntar ou contar.
Podemos observar que desde bebês, as crianças se dedicam a jogos de repetir ações: sacudir um chocalho, balançar objetos dependurados, por isso podemos dizer que os jogos de exercício são a primeira forma de brincadeira da criança. À medida que crescem o desenvolvimento físico, intelectual e social habilita-as progressivamente a formas de brincadeiras mais complexas, envolvendo símbolos e regras, sem no entanto eliminar ou mesmo diminuir a ocorrência de jogos de exercício. Até pelo contrario, basta observar as brincadeiras infantis para verificar que essa forma de brincadeira se desenvolve e ganha em diversidade a medida que as crianças crescem. Virar cambalhota, plantar bananeira, pular corda, bater bola, são atividades que fazem o prazer e a diversão das crianças. Também os jogos de exercício intelectual se desenvolvem e se diversificam com o crescimento. As perguntas de “o que é o que é”, o gosto de aprender enigmas para serem proposto a outras crianças ou adulto, o prazer que as crianças encontram neste tipo de divertimento parecem estar relacionado em colocar o outro numa armadilha apenas para exercitarem e demonstrarem socialmente o que já sabem.
Os jogos de combinação de palavras com o desenvolvimento da linguagem podem se diversificar quando a criança tem condições de aprender e reproduzir adivinhas, parlendas e trava-línguas.
Fonte: Professor da Pré Escola, vol.1 – MEC 1995
Baseado no vídeo Menino, quem foi teu Mestre?

EQUIPE DE FORMAÇÃO

TEXTOS DE APOIO V - ADI´s

Deliciosas rotinas
Nem sempre o que parece monótono é ruim


Se um casamento não dá certo, botam a culpa na rotina. Se alguém vive sem motivação: “É a rotina”. Se a criatividade de uma empresa cai, fala-se logo em rotina.
Essa má fama, que associa a palavra a tudo o que é tedioso – burocracia, ramerrão, acomodação, monotonia, mediocridade – não leva em conta outras rotinas, algumas até vitais.
Um casal amigo meu todo ano vai a Paris e a algum outro lugar. Sempre assim: Paris e mais uma cidade da Europa, durante a primavera. Monótono, não? Um outro vai ouvir Wagner em Bayreuth, entra ano, sai ano. Sei de um sujeito – incrível – que dá uma escapada todo ano com a ex – esposa, hoje casada, ele também casado, sempre no mesmo dia, sempre no aniversário de namoro deles. Rotina...
Algumas virtudes estão associadas à rotina: segurança, harmonia, padrão de qualidade, confiabilidade. Para alguns parecerão virtudes um pouco caretas, mas nem por isso são descartáveis. Na produção industrial, por exemplo. E tente desfrutar um bom momento de amor sem algumas delas. Não dá certo. Por que então, a má fama?
A rotina é a batida que se repete. A vida depende dela. No coração, ela se chama ritmo; sem ela, pifamos. O corpo tem  sua rotina e é ela, são os ciclos repetidos do corpo que criam a fecundidade, o apetite, a dejeção, o amor.
Já pensaram que canseira se o coração batesse descompassado a cada minuto? Se fosse assim, como iríamos saber que estávamos apaixonados, ou que não estávamos? Santa rotina do coração! Imaginem se o estômago não cumprisse sua rotina e não marcasse pontualmente sua hora: que seria do prazer de comer sem o apetite? E que seria do amor? Ele tem seus dias santos: o aniversário da amada ou do amado, o aniversário de namoro, de casamento, o Dia dos Namorados, o Natal, o Ano-Novo – são, todos esses, dias de dar um presentinho, de caprichar nos agrados, rotineiramente.
Cada casa e casal tem sua rotina, que dá ordem e paz. Qualquer quebra inquieta: Chegou tarde, meu bem. O encanto de certas amizades está na rotina: “Toda semana a gente se telefona”, “Todo sábado a turminha se encontra para uma cervejinha”, “Todo jogo de nosso time a gente vê junto”. Mesmo a vida religiosa tem a rotina semanal do culto, da missa, da oração.
Os astros, o Sol, a Lua, os planetas têm sua rotina de bilhões de anos. Sem ela, que seria dos horóscopos, dos crepúsculos, das marés e das serenatas? Que seria da música sem a rotina do ritmo? Da gostosa comida caseira sem o batidão das cozinheiras? De nossas manhãs sem o café com leite e o pão com manteiga? Que seria dos atletas sem os repetidos treinamentos? Nem o computador funciona sem o passo – a – passo de sempre.
Como poderia haver coisa nova se não fosse a rotina? Sim, porque novidade é tudo o que sai da rotina, e se não houvesse esta não haveria aquela. Ou só haveria aquela – e aí deixaria se ser novidade, seria rotina...
Então, que monotonia é essa que deploramos? Desconfio de que não nos referimos exatamente à rotina, mas à mediocridade, à  incompetência, à falta de criatividade. Não é por fazer amor sempre aos sábados que um casal se irrita no domingo: é porque não foi bom.
Até mesmo a natureza, de que todos fazemos parte, homens, bichos, plantas e coisas, tem a sua grande, a sua enorme e criativa rotina: o verão, com seu calor a madurar os frutos e dourar os corpos; o outono, com seus ventos a varrer folhas após a colheita; o inverno, com sua seca gelada e seus dias luminosos a descansar a terra e as sementes; a primavera, com suas flores e promessas de novos frutos – e tudo  recomeça, ano após ano, em eterna rotina. É a vida.

Ivan Ângelo
VEJA SP, 24 DE JULHO, 2002

TEXTOS DE APOIO IV - ADI´s

TUDO O QUE EU REALMENTE PRECISAVA SABER, EU APRENDI NO JARDIM DA INFÂNCIA.


(Robert Fulghum – tradução livre de Ernesto H. Simon)


A maior parte do que eu realmente precisava saber sobre como viver e o que fazer e como ser, eu aprendi no Jardim de Infância. Na verdade a Sabedoria não está lá, no alto do Morro da Faculdade, mas sim bem ali, na caixa de areia da escolinha.
As coisas que aprendi foram estas: reparta as coisas. Jogue limpo. Não bata nos outros. Ponha as coisas de volta onde as encontrou. Limpe a bagunça que você fez. Não pegue coisas que não são suas. Diga que você sente muito, quando machucou alguém. Lave as mãos antes de comer. Puxe a descarga. Biscoitos e leite quentinho fazem bem. Viva uma vida equilibrada. Aprenda um pouco e pense um pouco e desenhe e pinte e cante e dance e brinque e trabalhe um pouco... todos os dias.
Tire um cochilo todas as tardes. Quando você sair por aí, preste atenção no trânsito e caminhe, de mãos dadas, junto com os outros.
Observe os milagres que acontecem ao seu redor. Lembre – se do feijãozinho no algodão molhado, no copinho plástico. As raízes crescem para baixo e a plantinha para cima e ninguém realmente sabe como e porque, mas todos nós somos assim. Peixinhos dourados e porquinhos da Índia e ratinhos brancos e mesmo o feijãozinho no copinho plástico – todos morrem. Nós também.
E lembre do livrinho de Joãozinho e Maria e a primeira palavra que você aprendeu, sem perceber. A maior palavra de todas: OLHE !!! Tudo que você precisa mesmo saber está aí, em algum lugar. As regras básicas do convívio humano, o amor, os princípios de higiene. Ecologia, política e saúde.
Pense como o mundo seria melhor se todos – todo mundo – na hora do lanche tomasse um copo de leite com biscoitos e depois pegasse o seu cobertozinho e tirasse uma soneca. Ou se tivéssemos uma regra básica, na nossa nação e em todas as nações, de por as coisas de volta nos lugares onde as encontramos e de limpar a nossa própria bagunça. E será sempre verdade, não importa quantos anos você tenha, se você sair por aí, pelo mundo afora, o melhor mesmo é poder dar as mãos aos outros, e caminhar sempre juntos.

Equipe de formação/ 2011

TEXTOS DE APOIO III - ADI´s

ROTINA – PARA MELHOR ORGANIZAR O TRABALHO PEDAGÓGICO

“ Rotina aqui não é expressão de rotineiro, que se arrasta tediosamente. Rotina, aqui é entendida como a cadência  seqüenciada de atividades diferenciadas que se desenvolve num rítmo próprio, em cada grupo. A rotina estrutura o tempo, o espaço e as atividades. Rotina é alicerce básico para que o grupo construa seus vínculos, estruture seus compromissos, cumpra suas tarefas, assuma suas responsabilidades.”
Madalena Freire

PLANEJAMENTO ANUAL

Áreas do conhecimento: Linguagem Oral e Escrita, Matemática, Movimento, Música, Artes Visuais, Natureza e Sociedade.

Em cada área deve conter:
·         Objetivos,
·         Conteúdos Conceituais (conceitos – o que? - saber),
·         Conteúdos Procedimentais (estratégias –como? - saber fazer),
·         Conteúdos Atitudinais (valores, normas e atitudes – ser)  
·         Avaliação.

MODALIDADES ORGANIZATIVAS

Além da seleção dos conteúdos a serem trabalhados, e do tipo de atividade especifica que será proposto, há ainda outra importante decisão pedagógica relacionada ao tratamento dos conteúdos: a depender dos objetivos que se tem, deve ser escolhida uma modalidade organizacional:

Atividades permanentes
São situações didáticas propostas regularmente, se repetem de forma sistemática e previsível, com o objetivo de construir atitudes, criar hábitos. A marca principal dessas situações é a regularidade, que propicia um contato intenso com determinado tipo de atividade.
Ex: chamada, calendário, higiene, alimentação, rodas de leitura...

Atividades seqüenciais
São situações didáticas articuladas, que possuem uma seqüência de realização, cujo principal critério são os níveis de dificuldades. Funcionam de forma parecida com os projetos e podem integrá-los, mas não fornecem um produto final predeterminado.
Ex: histórias, músicas, jogos e brincadeiras, gêneros textuais, nome próprio...

Atividades independentes ou ocasionais
Trabalha-se algum conteúdo significativo, mesmo sem relação direta com o que se está sendo desenvolvido. Assuntos que surgem e não foram planejados anteriormente, mas fazem sentido num dado momento.
Ex: campanhas, algo que a criança traz, notícias e novidades que acontecem e que está em alta na mídia...

Projetos
São situações didáticas que se articulam em função de um objetivo e de um produto final. Contextualizam as atividades de linguagem oral e escrita. Tem uma finalidade compartilhada e um compromisso por todos os envolvidos que se expressa em produto final. O tempo de duração pode ser variável, alguns pode envolver toda a escola e outros que serão destinados à um segmento. Geralmente os projetos envolvem as diversas áreas do conhecimento.
Ex: Leitura - gêneros textuais (contos, lendas, poesias, músicas, parlendas...), natureza e sociedade (animais, plantas, alimentos, civilizações, família, folclore)...




PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE TABOÃO DA SERRA
Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia



CARACTERÍSTICAS E ETAPAS DE UM PROJETO

1- Nome: Tema escolhido

2- Público alvo: Com quem vai ser trabalhado?

3- Tempo de duração: Previsão de quanto tempo irá durar.

4- Conhecimento prévio: Conhecer o que os alunos já sabem sobre o conteúdo que será estudado.

5- Justificativa: Explicita as razões que justificam a escolha do assunto e adequação à faixa etária. Porque?

6- Objetivos: É o processo de crescimento que se deseja provocar, favorecer mediante o ensino, ou seja o conjunto de capacidades que o aluno adquirir num determinado espaço de tempo.Onde chegar?

7- Conteúdos: é o conjunto de saberes selecionados para integrar as diversas áreas. O que?

8- Procedimentos: seqüência de atividades, etapas, todas situações que acontecerão ao longo do projeto com o propósito de garantir a elaboração de um produto final que expresse os conhecimentos que as crianças puderam construir durante todo o processo. São as situações de aprendizagem planejadas para trabalhar os conteúdos, norteados pelos objetivos. Como?

9- Fechamento do projeto: Produto Final. Oferece visibilidade ao trabalho realizado. Ex: exposições, produção de livros e CDs, apresentações...


A AVALIAÇÃO DEVE:

  • Ser feita através do acompanhamento do pensamento da criança sobre as noções trabalhadas,
  • Ser apoiada em observações diárias através de registros feitos pelo professor.
·         Ser contínua , levando em consideração  os processos vivenciados pelas crianças de cada faixa de idade.
  • Ser processual e ter caráter de análise e reflexão sobre as produções das crianças.
  • Ser em atividades sistemáticas e contínuas ao longo do processo e contextualizada para que se possa observar a evolução das crianças.
  • Manifestar a análise do avanço da criança ao longo do processo.
  • Ser feita através da observação da compreensão do aluno. Deve-se evitar a forma de instrumentos tradicionais e convencionais como:  notas e símbolos  classificatórios  pois os conceitos estão relacionados com a vida diária dos alunos.
  • Implicar na reflexão do professor sobre o processo de aprendizagem. Cabe ao professor adequar os conteúdos e as propostas ao ritmo dos alunos.
  • Documentar sistematicamente as mudanças e conquistas de cada aluno.

O professor deve oferecer oportunidades diversas para o aluno explorar o ambiente, aperfeiçoar suas ações, adquirindo confiança.
Para que os alunos manifestem suas opiniões , hipóteses e idéias sobre os assuntos colocados, o professor deve desenvolver atividades variadas relacionadas a: festas, brincadeiras, músicas, danças.
O contato com a natureza é fundamental para que os alunos valorizem a fauna e a flora brasileira, descobrindo suas riquezas e belezas.

Equipe de Formação 

TEXTOS DE APOIO II - ADI´s

O INGRESSO NA ESCOLA


1.   ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA
A criança deverá se adaptar em três níveis:

a) EMOCIONAL
A separação entre mãe e filho ocorre de modo gradativo desde o seu nascimento.
Podem ocorrer problemas dessa separação inclusive no ingresso escolar.
Exemplos: choro no momento de entrada, dificuldades de relacionamento entre colegas e professores.

b) INTELECTUAL
A entrada na escola representa o início da aprendizagem formal para a criança. Momento de participar de atividades planejadas, diferentes das recebidas através das próprias brincadeiras e observações do ambiente familiar.

c) SOCIAL
Se a criança já está acostumada a conviver com outras crianças ou se tem irmãos mais velhos que já vão à escola mostrará desejos de imitá-los.
Entretanto se a criança não tem hábito de sair para brincar com outras crianças poderá apresentar dificuldades.
Nos primeiros dias pode se mostrar tímida, retraída, isolar-se das brincadeiras, mostrar – se agressiva e não acatar às normas passadas pela professora.
O que fazer?
Não devemos forçá-la para se envolver com as atividades. O papel da professora é incentivar sem pressioná-la. É importante dar um tempo para que a mesma encontre sua própria forma de aceitação.

2.   ADAPTAÇÃO DOS PAIS
Muitos pais encaram como uma perda o ingresso de seus filhos à escola, de maneira inconsciente.
Sentem que os filhos não estão crescidos, como se estivessem abandonando-os ou insegurança quanto ao modo do professor tratar à criança.
O que fazer?
O professor deve conversar com os pais ajudando a criar um clima de confiança. Durante este processo os mesmos terão oportunidade para pensarem sobre os seus próprios sentimentos.
Os pais devem ser orientados a evitarem transmitir imagem ruim da escola, prevenir os novos arranjos da rotina diária, o que vai acontecer na escola e quando os pais irão rever a criança.

3. ADAPTAÇÃO DO PROFESSOR
O professor nesse período enfrentará várias preocupações: receber os alunos, as pessoas que o acompanham, organização da sala, lidar com o clima que se cria ao iniciar o ano letivo.
É importante lembrar que apesar da atuação do professor influenciar no processo, a situação não dependerá só disso. Pais e alunos terão que se adaptar também e cabe ao professor o papel de facilitador com orientações e com trabalho bem direcionado.


CUIDADOS QUE O PROFESSOR DEVE TOMAR PARA QUE O ALUNO VENÇA AS DIFICULDADES NOS PRIMEIROS DIAS:

Os primeiros dias de aula representam uma situação nova para as crianças, pois se reúnem diariamente, por um determinado tempo para juntos desenvolverem uma atividade.
Muitas crianças não estão acostumadas a obedecerem a horários, receberem orientações sobre hábitos alimentares, higiene ou participarem de uma atividade em grupo.
Como se sentirá esta criança ou como poderá se comportar?
É importante que o professor observe atentamente cada criança e suas individualidades. Se uma se interessar por um determinado brinquedo, valorize essa escolha. Nas primeiras semanas aceite o que a criança trouxer de objetos e não imponha outra opção se a mesma não aceitar.
O professor pode preparar o ambiente de maneira atraente para facilitar o envolvimento nas atividades.
Pode se organizar horário especial, receber as crianças por um tempo menor e ir aumentando a permanência gradativamente.

PROCEDIMENTOS QUE FACILITAM A ADAPTAÇÃO:

ü  Realizar brincadeiras que envolvam toda a turma, como rodas cantadas, histórias, brincadeiras com areia, fantoches;
ü  Estar sempre presente no grupo, envolver-se nas brincadeiras, jogar junto;
ü  Conversar com as crianças, procurando deixar claro o que está sendo realizado em cada momento;
ü  Observar atentamente o comportamento de cada criança, ouvindo-a com atenção.
ü  Cantar músicas infantis, mesmo que as crianças ainda não acompanhem, pois elas se fascinam com as melodias.
ü  Repetir músicas e histórias que sejam do agrado das crianças, pois uma das características dessa faixa etária é o gosto pela repetição;
ü  Organizar uma rotina, sem muitas alterações inicialmente, pois a regularidade das ações traz segurança às crianças;
ü  Zelar pela integridade física de todas as crianças, principalmente nos brinquedos do pátio e parque e não ter na sala objetos pequenos que possam ser engolidos;
ü  Manter a sala de aula organizada e atrativa;
ü  Organização, além dos jogos e brinquedos, uma caixa com materiais de sucata, variados e limpos, renovados periodicamente, aos quais as crianças possam ter acesso livremente;

Equipe de Formação

TEXTOS DE APOIO I - ADI´s

CARACTERIZAÇÃO DA FAIXA ETÁRIA

CONSIDERAÇÕES SOBRE O DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Maria Lucia Medeiros[1]

O desenvolvimento infantil varia muito dependendo de cada criança, dos estímulos que recebe, do meio social, econômico e cultural em que está inserida. As características aqui apontadas são apenas referências, uma vez que elas podem se manifestar mais cedo ou mais tarde.
Nesse sentido, é preciso respeitar a individualidade de cada criança, evitando avaliações como as de que há problemas e defasagens quando ela ainda não realiza certos movimentos ou atividades que outras da mesma idade. O conhecimento das capacidades adquiridas ou em aquisição em cada momento contribui para orientar práticas pedagógicas nas instituições  destinadas à educação infantil.
De todos os seres vivos, o ser humano é o que mais depende do adulto ao nascer. Não se alimenta e não se locomove sozinho e ainda não adquiriu a fala. Os primeiros anos de vida, portanto, são marcados por aprendizados importantes para sua vida futura.
Observemos, então, em linhas gerais, o que acontece nas diferentes idades.

De 0 a 4 MESES         
           
A criança inicialmente reconhece o batimento cardíaco da mãe e sua voz. Aos poucos, vai reconhecendo também outros sons familiares. Descobre suas mãos, brinca com elas, chupa os dedos, brinca com as pernas quando está de barriga para cima. Pouco a pouco, consegue acompanhar com o olhar pessoas ou objetos que se deslocam, segurar pequenos objetos e comunicar-se através de expressões faciais.  Começa a sorrir.

Dos 4 aos 8 MESES

Nessa fase, a criança já é capaz de imitar sons, balbuciar e “conversar” com o adulto próximo. Gosta de ficar no colo, ouvir músicas e brincar com o adulto, em regra, mais do que com brinquedos.
Aos cinco meses, a criança se senta no colo e, nessa posição, agarra objetos que são colocados diante de si. Reconhece a sua imagem no espelho. Com seis meses, pode ficar sentada numa cadeira de bebê sozinha.
Ocorrem mudanças no seu sistema de locomoção, pois ela começa a se arrastar no chão e depois a engatinhar.
Segura objetos com as duas mãos. Nos dois meses seguintes, ela começa a se sentar sozinha, consegue pegar uma bolinha, passa objetos de uma mão para outra, brinca com os pés e com brinquedos, solta objetos voluntariamente, brinca com os sons que emite ainda sem dar sentido a eles.
Dos oito aos nove meses a criança já se coloca de pé sendo, normalmente auxiliada por adultos. Reconhece o seu nome e a palavra “não”.  Gosta também de brincar de “esconder e achar”, bem como de reproduzir sons.

Dos 9 aos 12 MESES

Com onze meses, em média, consegue caminhar dando as mãos para uma pessoa mais velha. Por volta de um ano de idade, começa a andar sozinha.
Vale lembrar que há crianças que já começam a caminhar com 10 meses, enquanto isso pode ocorrer, com outras, aos dezoito meses.  Essa variação relaciona-se com aspectos como a constituição física e emocional da criança e também com a forma como ela é estimulada.







Nessa fase, ela começa a dar tchau e bater palmas. É um ótimo momento para cantar músicas com gestos, pois a criança procura acompanhar os movimentos.
Acompanha também pequenas histórias. Pode pegar dois objetos ao mesmo tempo, apontar com o dedo indicador, assim  como colocar  um objetos dentro do outro.

Por volta dos 12 meses começa a falar uma ou outra palavra e pode se  alimentar sozinha, geralmente com as mãos.

De 1 a 2 ANOS

Nessa fase a criança “aprimora” o andar, começa a correr, subir em móveis ou degraus. É também uma fase e expansão, quando ela vai para cima, para os lados, para baixo, conquistando tudo com o corpo. Gosta de mexer em tudo que vê.
Começa a querer fazer coisas sozinha, como pôr e tirar os sapatos, como pôr e tirar os sapatos, comer, beber. Empilha e encaixa objetos e brinca de forma solitária e sem regras.
A criança fica mais tempo acordada durante o dia.
Escutar a voz da mãe e de outras pessoas que convivem com ela, as cantigas, as histórias que lhe contam, desde o nascimento, faz com que a criança vá desenvolvendo a linguagem verbal. Entre doze e dezoito meses, começa a pronunciar palavras e perto dos dois anos consegue formar pequenas frases.
Entende algumas ordens como “dá para mim”, “venha cá”, “não faça isso”. Gosta de olhar livros e figuras. Aponta o que está olhando e denomina.
Começa o controle esfincteriano. Também é comum que a criança inicie aqui algumas “birras”, o que significa que ela começa a expressar os seus desejos procurando garantir a satisfação deles.

Dos 2 aos 3 ANOS

Entre o segundo e o terceiro ano de vida, a criança já começa a expressar o que sente também através da linguagem verbal. Elabora  perguntas, pede  coisas.
Gosta que lhe contem historias, com ou sem livro, e também gosta de conta-las. Memoriza cantigas, canta e já fala de objetos ausentes. Usa bem a colher e veste-se com supervisão. Reconhece as diferentes partes do corpo.
Entre os movimentos corporais, ela anda de costas, em linha reta, sobe e desce escadas, manipula bem os objetos com as duas mãos, pula nos dois pés e pode também conseguir andar na ponta dos pés.Chuta bola e pedala.
Ainda é comum preferir brincar sozinha, mas já começa a haver um pouco mais de interação com as outras crianças.
Quando lhe é dada oportunidade a criança pequena começa a desenhar. Nessa fase ela ainda não tem a intenção de representar algo.  O desenho para ela é um exercício importante que lhe dá prazer, uma conquista do controle da mão e do instrumento que está à sua disposição (lápis, giz, tinta...). Inicialmente a criança faz rabiscos incompreensíveis aos olhos do adulto, aos poucos esses traços vão tomando outras formas, vão se arredondando, espiralando.

Dos 3 aos 5 ANOS

Entre as principais características dessa fase está a intensificação do processo de socialização. A criança começa a brincar mais em grupo, assumindo diferentes papéis considerando o outro. Começa a perceber diferenças entre os sexos, tanto fisicamente como socialmente. Passa a considerar também que existem regras, coisas que pode fazer e coisas que não pode.
Fisicamente, por volta dos quatro anos, a criança é capaz de saltar e ficar equilibrada sobre um pé, correr com melhor equilíbrio e andar de bicicleta. Nessa fase, geralmente gosta muito das brincadeiras de roda, cantadas e com movimentos corporais. Aos cinco, já pode pular corda e jogar amarelinha. A criança também pode manipular objetos que exijam maior precisão da coordenação motora fina, como enfiar contas em um fio, bordar talagarças ou usar o tear, bem como é capaz de usar a tesoura.
Continua gostando muito de ouvir histórias, sejam elas contos de fadas, lendas, poesias ou mesmo textos informativos.
Está querendo conhecer o mundo. Faz muitas perguntas e gosta de fazer “experiências”, misturas com água, terra, tintas e demais materiais que encontra disponíveis.


Nesta etapa, a criança ainda está construindo a noção de tempo. Ontem, hoje e amanhã se misturam. É comum dizer que ela vive numa fase do “não tempo”, o tempo das brincadeiras, das histórias,
do  mundo simbólico. Dessa forma, a criança precisa, nesse período, vivenciar o mundo imaginário, isto é muito importante para sua estruturação, seja nos seus aspectos físicos, emocionais e cognitivos.
Com maior firmeza ao segurar o lápis, seus desenhos vão se modificando e se estruturando. Já pode haver uma intenção de representação. Os rabiscos (ou garatujas) vão se formando mais circulares, se

diferenciam no papel e começam a ser nomeados. Ao desenhar, também é comum que as crianças criem histórias sobre o que está sendo representado.

Dos 5 aos 7 anos

A vida social da criança se amplia.
Os jogos simbólicos ou de representação vão gradativamente dando lugar aos jogos regrados, que pouco a pouco também podem ser jogos em equipe. Nas interações sociais, aprendem a discernir entre o certo e o errado e são capazes de resolver os conflitos que aparecerem com os colegas.
Começa a desenvolver princípios de organização, relacionados com períodos do dia, de início, e depois com as horas e com os dias da semana.
Para sua organização interna, a criança ainda tem uma necessidade muito grande de vivenciar atividades lúdicas, ou atividades criativas. Desta forma, pode-se dizer que ainda não chegou a hora de separar a criança dos brinquedos ou das brincadeiras.  O mesmo ocorre com os momentos de ouvir histórias. Estas, por sua vez, podem ser mais complexas.
As habilidades motoras aumentam: amarrar sapatos, andar de bicicletas sem rodinhas, segurar adequadamente um lápis para escrever. É  comum haver interesse pela escrita de letras e números. Por volta dos SEIS A SETE ANOS, já há maturação neurológica para aprender a ler e a escrever, embora algumas crianças já o consigam fazer antes disso. Inicialmente, é normal que a criança escreva de forma espelhada, ou seja, inverta letras e números. Seus desenhos estão mais estruturados, adquirem formas mais definidas (muitas vezes iniciando pelo corpo humano ou pelo sol e expandindo-se para casas, carros...). Ganham, também, novo colorido.
Gradativamente, a criança vai deixando de lado o mundo imaginário e as fantasias e começa a compreender tarefas e coisas do mundo real. Começa o aprimoramento do raciocínio lógico e a objetividade também aumenta. A criança adquire maior capacidade de observar aquilo que está fora dela.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  1. WAKSMAN, Renata Dejtiar; SCHVARTSMAN, Cláudio; TROSTER, Eduardo Juan (coord). A SAÚDE DE NOSSOS FILHOS. São Paulo: Publifolha, 2002.
  2. MOREIRA, Ana Angélica Moreira. O espaço do desenho: a educação do educador. São Paulo: Edições Loyola.
  3. MACHADO, Paulo. Corpo de criança: cursos para educadores. Carapicuíba, SP: Centro de Estudos Casa Redonda, 2004 (mimeo).
  4. Material disponível on-line no site

PARA SABER MAIS:

1.     PIAGET, Jean. A Formação do símbolo na criança: imitação, jogo, sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Zahar, 1971(1 ed. Francesa 1964)
2.     ___________. O nascimento da inteligência na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1982 (1.ed. Francesa 1966)
3.     DANTAS, Heloysa. A infância da razão: uma introdução à psicologia  da inteligência em Henri Wallon. São Paulo: Manole, 1990
4.     GALVÃO, Isabel. Henro Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. São Paulo: Editora Vozes, 1995
5.     VIGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo, Martins Fontes, 1984
6.     ___________. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo, Edusp, 1988
7.     WALLON, Henri. As origens do caráter na criança. São Paulo: Difel, 1971.

8.     LIEVEGOED, B. Desvendando o crescimento. São Paulo: Antroposófica, 1994

9.     _________. Fases da Vida. São Paulo: Antroposófica, 1994

janl/2011.


[1] Membro das equipes dos projetos Entre na Roda e Brincar do Centro e Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária – CENPEC e professora de Educação Infantil da Escola Vera Cruz (SP)