Lemos, entre muitos outros fins, para:
ü Obter informações gerais,
ü Obter uma informação precisa,
ü Aprender determinado tópico,
ü Analisar e comparar dados ou posições,
ü Refletir,
ü Divertir,
ü Devanear ou evadir-se.
Esses objetivos não são únicos, nem são sempre muito distintos. Às vezes, se superpõem. A obtenção de informação, por exemplo, está, em alguma medida, em qualquer tipo de leitura.
Veja, por exemplo, o caso da literatura: aparentemente, o texto menos comprometido com a informação exata, com a chamada “realidade”, é o literário. Da mesma forma, as artes, sempre com um pé na fantasia (ainda que pensem que não), poderiam não nos parecer “boas informantes”. No entanto, cada vez mais, somos testemunhas de professores de outras disciplinas recorrendo ao romance, à crônica, ao poema, ou à letra da composição musical, ou às telas de determinado pintor, para melhor explorar certo conteúdo, seja de História, de Geografia, de Matemática, ou outro qualquer.
Por outro lado, já vimos em várias oportunidades que buscamos textos diferentes, em função de nossos objetivos: em princípio, realmente, certos textos têm melhores condições de oferecer certo tipo de leitura.
É claro que, para nos informarmos sobre o significado de uma palavra, por exemplo, dislexia, vamos procurar o dicionário. Se o assunto nos interessar de modo especial, partimos para a consulta de enciclopédias, ou de artigos de revistas de divulgação científica, ou até de livros sobre a questão.
Nesses casos, a relação entre nossos objetivos de leitura e a seleção de material de leitura é bastante evidente. Em outros termos, há textos criados expressamente para nos ajudar a atingir determinado objetivo de leitura.
Essa correlação, no entanto, não é obrigatória. Costumamos relacionar literatura com evasão, uma atividade gratuita e sem compromisso; no entanto, em muitos momentos o texto literário é fonte de estudo e pesquisa. O artigo que lemos numa revista semanal, como Veja ou Isto é , para “estar em dia com o mundo”, obter informações gerais, pode transformar-se em matéria de estudo, e o lemos para aprender, analisá-lo, compará-lo com outros. Por outro lado, conhecemos pessoas perfeitamente capazes de se divertir e esquecer o mundo resolvendo questões de Matemática...
Todas essas considerações nos levam a um ponto central na questão dos objetivos de leitura: eles é que definem não só a procura do texto a ser lido como também os procedimentos de leitura e a compreensão dele, além do empenho feito no ato de ler.
Na escola, uma questão fundamental a resolver é a dos objetivos de leitura dos alunos. O que eles lêem nos limites da escola quase sempre corresponde a objetivos de leitura do professor e da instituição escolar.
Sabemos que qualquer experiência na vida de uma pessoa tende a ter melhores resultados quanto mais ela atende a objetivos claros e verdadeiros para o sujeito que a vivencia. Com a leitura não é diferente: quanto mais ela tiver um objetivo para o aluno, mais ele vai buscar o material mais adequado, ou vai ler com mais disposição o que lhe é oferecido, e com mais facilidade vai compreendê-lo.
É essencial, pois, que o professor tente ajudar seu aluno a desenvolver a consciência da importância, não só de ler, como também dos diferentes tipos de leitura. Isso não se consegue repetindo à exaustão o discurso de que “ler é preciso”, “ler é viajar”, “quem lê sabe mais”. O que nós, professores, temos de tentar a todo o momento é conhecer os interesses dos alunos, ter clareza quanto ao que eles sabem e oferecer-lhe materiais e experiências de leitura capaz de mobilizá-los. Quer dizer: tornar a leitura verdadeiramente significativa implica criar nos alunos motivos para ler, ou, em outras palavras, ajudá-los a ter necessidade de ler.
A) Pense no seu dia-a-dia e responda: que leituras (pessoal) faz sistematicamente e qual o objetivo de cada uma delas?B) Em sua sala de aula, que objetivos de leitura você trabalha preferencialmente e quais portadores usa em cada caso?

A) As leituras que faço diariamente são as notícias de jornal, para ter as informações do cotidiano, da atualidade. Além das leituras que seleciono para meus alunos (contos, histórias, notícias...)
ResponderExcluirB) Em sala de aula costumo trabalhar leituras diversas, com o objetivo de enriquecer as práticas de aprendizagem dos alunos, estimular, em qualquer tempo, os leitores a construírem postura crítica, produzir textos de qualidade e ampliar o seu vocabulário.
Costumo também, solicitar aos alunos que tragam as suas leituras preferidas e interessantes, para compartilhar com seus colegas. Essa prática é muito positiva e agrada os alunos.
Marlene Santos
CURSISTA: ANA PAULA DO NASCIMENTO SILVA
ResponderExcluirA leitura nos leva a refletir sobre os textos literários e não-literários, a relação entre um e outro e a importância sobre o uso dos dois tipos de textos.
Trazer para o ambiente escolar uma variedade de gêneros textuais é uma obrigatoriedade. Dar oportunidade ao aluno para que ele possa se apropriar faz com que ele possa ampliar seu conhecimento e possa estar apto a utilizar desse benefício para o bem próprio nas várias situações do dia a dia e principalmente no uso da leitura e escrita.
Pessoalmente gosto de ler temas que visam a Educação, mensagens reflexivas e o horóscopo.
Em sala de aula para os primeiros anos gosto de trabalhar com as parlendas, como texto de memória. Para os alunos maiores, dentro da variedade de textos, gosto das fábulas.
Cursista: Magda Luzia do Nascimento Yoshida
ResponderExcluirA) Diariamente procuro ler jornais, mas tenho mais acesso a revistas. É importante sempre estarmos atualizados. Tenho o hábito de ler antes de dormir, o livro que estou lendo no momento é “ A hora da estrela” de Clarice Lispector. Geralmente leio um capítulo por noite, quando acabo um começo outro.
B) Em sala tenho por hábito sempre ler uma história no inicio da aula, para que tenham gosto pela leitura. O gênero que estou trabalhando no momento são as Fábulas, onde posso explorar o vocabulário, fazer com que tomem gosto pela leitura e formar cidadãos leitores.
SOLANGE WESGUERBER MODESTO
ResponderExcluirA) Além das leituras integrantes do planejamento, faço uso de revistas, jornais, folhetos, enfim de eventual material que o aluno traga para a sala de aula. Além de trazer textos que tenham interesse imediato como notícias.
B) Na leitura a base é a interpretação e a compreensão. Atualmente os textos se diversificaram muitos em formatos e na estrutura. Fui muito interessante quando na semana passada quando fui aplicar uma avaliação numa turma que não era minha. Havia uma imagem e as questões, os alunos do sexto ano queriam saber a todo custo onde estava o texto para que pudessem ler e responder as questões. Acho e espero que a avaliação tenha sido uma oportunidade de aprendizado para eles, expliquei que aquela imagem era um texto e não contem pa ra a professora deles, mas dei uma mãozinha que que eles pudessem interpretar e entender a atividade. Fui maravilhoso quando eles começaram a descobrir tudo que poderiam aprender com uma imagem que a princípio nem tinha significado para eles e muito menos era considerada um texto.